não sei se é dor por me ver, ou se é por não me ter.
Em verdade, eu queria dizer-te o quanto o amo, mas sei que possível não é,
meu senso de realidade me conscientiza que as palavras ditas por meu coração estão
maculadas pelo pecado,
o que as tornam pesadas impedindo-as de alcançarem o céu.
Queria dar-te um abraço, daqueles bem apertados, mas minhas mão
e meus braços também estão contaminados pelo mundo.
Nem mesmo para pronunciar seu nome sirvo, pois tens nome santo, e de santo,
nada tem as palavras que saem de minha boca.
Ansiava conhecer tua face, mas a cada momentos que passa vejo o distanciar dessa possibilidade.
Não sei o porque esses tristes olhos ainda me olham, se sei que não satisfaço sua contemplação.
Também não consigo enxergar um porque, pra tanto amor se sabes que não posso retribuir.
Porventura, não seria mais facil esquecer-me?
Ou será que não há só tristeza nesses olhos?
Há também esperança?
E eu erroneamente foquei minha visão no que estava mais perceptível?
Não o entendo...
como pode um Deus querer tão bem a um mortal?
tenho duvidas, enquanto tu tens certezas,
sou falho, vós sois perfeito,
sou pequeno dentre os homens, tu é o maior entre os divinos
se tão diferentes, porque me queres?
entendo-te como o maior mistério da humanidade,
não saber o que pensas me fascina e me assusta,
não quero a culpa de entristecer tua face,
entretanto sei que de nada adiantará pedir que me ame menos, logo,
reta te pedir que me ensine a te fazer sorrir.
Amem

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